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Design Thinking: como utilizar essa metodologia para resolver problemas e inovar?

Andrey Ther
Diretor de estratégia - Clint
3 min
de leitura

Método Wanna Be: Alinhe branding, inbound marketing e inside sales

Já percebeu como designers sempre encontram soluções criativas para quaisquer problemas? Esse pensamento inovador pode ser aplicado na sua empresa através da abordagem do design thinking. Este artigo explica o que é e como aplicá-lo!

O que é criatividade para você? Para muitos, nomes como Einstein, Picasso, Da Vinci e outros artistas e cientistas que fizeram história por suas criações são a definição dessa habilidade. Já para Steve Jobs, por exemplo, criatividade nada mais é que “ligar os pontos”, ver o que ninguém mais viu em uma conexão óbvia.

O fato é que a criatividade ainda é um mistério inclusive para a neurociência, que se dedica a estudar o cérebro dos criativos para entender o que os torna diferentes dos demais. Alguns avanços têm sido feitos nos estudos, mas uma coisa é consenso: assim como a inteligência, todos nós possuímos criatividade em maior ou menor grau.

No mercado de trabalho, designers e publicitários são conhecidos como os profissionais que mais pensam “fora da caixa”. Essa forma de enxergar os problemas sob uma nova perspectiva não precisa estar atrelada apenas à soluções voltadas para anúncios e campanhas. Mas pode também ser aplicada ao seu negócio!

Acha que não “é criativo” para isso? Então, está na hora de conhecer o design thinking, uma abordagem que vai ajudar você a perceber alguns detalhes que, até então, estavam escondidos entre números e planilhas!

O que é o design thinking?

O design thinking é uma abordagem que nasceu do próprio design. Como designers fazem para chegar a soluções, teoricamente simples, para problemas complexos? Como pensam para continuar inovando e transformando?

É para tentar entender e, claro, aplicar essa linha de raciocínio que nasceu o conceito de design thinking. Ou seja, tentar pensar como designers pensam para resolver seus problemas com soluções fora da curva.

Um dos pontos mais interessantes é observar que o design nunca se foca no problema, mas sim na solução. Sabendo qual o resultado desejado, buscam-se formas de alcançá-lo a partir do problema. Esse é um jeito de pensar que utiliza lógica, imaginação, empatia e, também, muita intuição.

Aplicar essa forma de raciocínio no seu negócio vai ajudar você a entender melhor a organização. Será possível visualizar como as coisas acontecem e porque acontecem. Sendo um trabalho apurado de observação constante e que envolve:

  • A sensibilidade do design;
  • Métodos para chegar ao resultado; e
  • Contorno às restrições (fazer o que é possível dentro de um determinado contexto).

Dessa forma, o design thinking pode ser definido como a união dos pensamentos corporativo e criativo.

5 passos para aplicar o design thinking no seu negócio

Antes de mais nada, é preciso entender que o design thinking não é uma fórmula onde você dividirá o problema em quadrantes e encontrará uma solução. Essa é uma abordagem que leva muito em consideração a empatia pelos interessados no projeto, sejam eles seus clientes ou seu público interno.

Como em quase todos os processos, o objetivo é sempre a satisfação máxima do público. Isso se alcança ao conhecer o máximo a respeito dele, deixando de lado os dados concretos e explorando visões de mundo, opiniões e desejos.

As etapas que você vai conhecer a seguir são aplicadas para ajudar você a desenvolver esse pensamento que mistura mindset e plano de ação. Vamos lá?

1. Definição

Qual o problema que deve ser solucionado? O que você e sua equipe levaram em consideração e que ninguém mais pensou? Qual valor vai guiar a sua busca pela solução?

Antes de tentar resolver um problema, é preciso conhecê-lo.

Para isso, estude-o muito! Se você quer aplicar o design thinking no seu modelo de negócio, um bom ponto de partida é conhecer muito da sua empresa e, claro, dos seus concorrentes. Veja quais são suas forças, fraquezas, faça um benchmarking, descubra o que vocês têm em comum e em quais pontos se diferem.

Se você busca a melhoria de um produto ou serviço, a linha de raciocínio é a mesma. Busque as potencialidades e o maior número de informações possíveis a respeito do problema.

2. Empatia

Como falamos anteriormente, o design thinking leva muito da sua intuição e empatia na resolução de problemas. Agora é hora de mergulhar fundo no que o seu público quer, espera e deseja. Como ele enxerga o seu produto, serviço ou empresa? Entender esses pontos é crucial para um desenvolvimento eficiente.

Neste momento, observe muito e ouça mais ainda – e sem julgamentos! Lembre-se: a solução procurada é para o público, não para você. Além disso,  questione, especialmente, aquilo que você acredita que sabe. A empatia ajuda criadores a deixarem de lado suas visões de mundo para que consigam ver com os olhos de quem será beneficiado pela solução. Dessa forma, os insights são muitos e muito mais assertivos.

3. Visualização

Essa é uma das fases mais divertidas de todo o processo de design thinking! Nas etapas anteriores você já pode obter uma pré-estrutura do que precisa ser feito.  Ao definir o problema e entender o usuário na etapa da empatia, agora é hora de colocar as ideias para andarem!

Organize um brainstorm e recolha o maior número de ideias possível, das mais óbvias às mais “estranhas”.

Não descarte nada! Podar uma ideia que, a princípio, parece non sense faz você correr o risco de voltar pra zona de conforto.

Depois da “tempestade de ideias”, você pode fazer a votação das melhores ideias entre a equipe com post-its, por exemplo. Ou então, separe 4 ideias: uma racional, uma que você sabe que vai agradar, aquela que você mais gosta e uma que será a sua grande aposta. Assim, você já afunila as soluções e pode se preparar para a quarta fase do processo de design thinking.

4. Protótipo

Neste momento, você e sua equipe vão tirar as ideias do papel e concretizá-las em um primeiro protótipo. Realizar protótipos com as suas ideias são uma excelente maneira de errar com baixo custo, ver com antecedência se o projeto é executável ou não e se ele resolve o problema inicial. Se for para errar, que seja agora!

Na fase de protótipos é preciso ter uma coisa em mente: praticar o desapego! Lembra quando falamos que a solução deve ser para o público e não para você? Nem sempre a ideia que você mais gostou vai ser a que vai resolver o problema. Por isso, mantenha um distanciamento da sua ideia favorita e analise-a com frieza e sob a perspectiva do público.

5. Testes

Chegamos ao final do processo de design thinking! Depois do protótipo, de ter avaliado a funcionalidade e percebido se essa é, de fato, a melhor solução para o seu problema, é hora de testar.

Nesta etapa, correções e alinhamentos ainda são possíveis, uma vez que os usuários irão interagir com a solução e novos problemas irão surgindo. Ou seja, você pode até ter chego ao final do processo, mas o seu produto ou serviço deve estar em constante adaptação e melhorias. Os dados recolhidos nas fases iniciais são imprescindíveis para esses ajustes!

Enquanto ainda não se descobre qual é a fórmula para a criatividade ou como exercitá-la, utilizar os métodos que profissionais criativos usam para resolver problemas pode ser uma maneira de abrir a sua visão. Com o design thinking, por exemplo, você pode começar a pensar fora da caixa com mais frequência e trazer soluções que antes não seriam pensadas.

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